Como Trump governaria se os democratas recuperassem o controle do Congresso: "Não seria a primeir...
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende utilizar seu poder de veto para bloquear propostas dos democratas caso o Partido Republicano perca o controle da Câmara dos Representantes ou do Senado nas eleições legislativas de 3 de novembro. O republicano declarou que está preparado para enfrentar uma oposição majoritária no Congresso e negociar acordos diretamente com seus adversários.
Durante entrevista à Fox News, Trump explicou como pretende conduzir seu governo caso os democratas conquistem a maioria parlamentar.
O presidente afirmou que poderá vetar sucessivamente projetos apresentados pela oposição até que os congressistas aceitem negociar com a Casa Branca.
Trump disse que não seria a primeira vez que um presidente americano precisaria governar sem maioria em uma das casas do Congresso e sugeriu que os impasses legislativos poderiam ser resolvidos após um ou dois meses de negociações.
O republicano chegou a afirmar que se tornaria o "senhor veto", utilizando essa prerrogativa presidencial para impedir a aprovação de medidas contrárias à sua agenda política.
Apesar da declaração, Trump afirmou esperar que os republicanos consigam preservar suas maiorias parlamentares, o que facilitaria a aprovação de propostas durante os dois últimos anos de seu mandato.
As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, renovarão as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço do Senado.
A votação ocorre em meio a críticas à política econômica da Casa Branca, especialmente aos efeitos das tarifas comerciais e da guerra contra o Irã sobre o custo de vida dos americanos.
Em estados industriais do Meio-Oeste, integrantes do próprio Partido Republicano demonstraram preocupação com a insatisfação dos eleitores.
O deputado republicano Don Bacon, de Nebraska, reconheceu que as tarifas comerciais não são populares em sua região e afirmou ter alertado Trump sobre os possíveis efeitos políticos dessas medidas.
Bacon também advertiu que perdas expressivas nas eleições poderão desencadear uma discussão interna sobre os rumos do Partido Republicano.
Os democratas, por sua vez, enfrentam divisões internas em disputas consideradas importantes para o controle do Senado.
Em Michigan, o candidato Abdul El-Sayed entrou em conflito com Haley Stevens, sua adversária nas eleições primárias, devido a divergências sobre Israel.
O senador independente Bernie Sanders, um dos principais apoiadores de El-Sayed, minimizou o impacto da disputa e afirmou acreditar na mobilização dos eleitores democratas no estado.
Do lado republicano, o senador Tim Scott, responsável pela estratégia eleitoral do partido, manifestou confiança na manutenção da maioria e defendeu a participação de Trump nos eventos de campanha.
A mobilização dos eleitores também registra números expressivos. Mais de 52 milhões de americanos já votaram antecipadamente, enquanto os dois partidos intensificam suas campanhas na reta final da disputa.
Trump ampliou sua presença em estados e distritos onde os republicanos precisam defender cadeiras conquistadas em eleições anteriores.
O resultado das eleições determinará o equilíbrio de forças entre a Casa Branca e o Congresso durante a segunda metade do mandato presidencial.
Caso os democratas conquistem uma das duas casas legislativas, poderão dificultar a aprovação de projetos do governo e ampliar a fiscalização sobre o Executivo. Trump, entretanto, já indicou que pretende recorrer ao veto presidencial como instrumento de negociação para preservar suas principais propostas.
Com informações de Infobae.